Um ideal que atravessa gerações

Sou o caçula dos cinco filhos da Dona Erô, gaúcha arretada, e do “Seu” Jamil, engenheiro civil que sempre gostou de política e foi prefeito de Botucatu, minha cidade. Na barriga da minha mãe, acompanhei a primeira campanha eleitoral do meu pai, candidato a deputado estadual nas eleições de 1978. Por muito pouco, ele não conseguiu uma vaga na Assembleia Legislativa, mas em 1982, aos 42 anos, tornou-se o jovem prefeito de Botucatu, imprimindo um novo jeito de governar a cidade. Foram 10 anos à frente da prefeitura, em dois mandatos: 1983-1988 e 1992-1996.

Pelos nossos olhos de criança, eu e meus irmãos logo percebemos que só com a boa política é capaz de transformar a vida das pessoas e promover uma sociedade mais justa e mais fraterna.

Com minha mãe, que cuidava das suas cinco crianças e ainda trabalhava na área social, aprendemos o real significado da palavra solidariedade. Com meu pai, visitávamos desde obras de infraestrutura (esgoto, asfalto, iluminação) até serviços diferenciados de saúde e educação.

Acho que, desde sempre, foi plantada a semente que move os meus dias neste trabalho pelo bem comum. Eu acredito, sim, na política do bem que tem o poder da transformação. Basta as pessoas estarem dispostas, e muitas vezes remarem contra a maré, para fazer acontecer. Confesso que é preciso uma certa dose de renúncia da vida particular, um tanto de teimosia e muita boa vontade para realizar. Mas quando você começa a ver que resultados as suas ações produziram e que efeito elas tiveram na vida das pessoas, a vontade de seguir em frente só aumenta.

Aos 10 anos, tive minha primeira incursão nesse universo. Fui presidente do Clube dos Tucaninhos de Botucatu, uma iniciativa do PSDB (partido que me pai ajudou a fundar, junto com Mario Covas, Fernando Henrique e Franco Montoro) para despertar a consciência política nas crianças. Ao longo de minha adolescência, talvez até sem me dar conta, participei de várias iniciativas relacionadas ao bem estar social, na escola, nos grupos de amigos, na faculdade de Zootecnia e de Direito.

Durante o período em que meu pai esteve doente e mesmo próximo de sua partida, acabei me distanciando um pouco desse universo. Comecei a me dedicar às atividades de produtor rural, até que, em 2005, me juntei a um grupo de jovens que se uniu em torno de um novo projeto político para Botucatu. Em 2008, esse grupo lançou um jovem candidato a prefeito da cidade, meu irmão João Cury, hoje Secretário Estadual de Educação.

No início, João era tido como o “azarão”: muito jovem, desconhecido, concorrendo com o candidato da situação. Nosso grupo trabalhou muito. Fui um dos coordenadores de uma campanha linda, vitoriosa, que conduziu ao poder executivo local um prefeito ousado, à frente de seu tempo. Um prefeito que projetou Botucatu para o futuro, com um conjunto impressionante de obras e ações em todas as áreas, um jeito novo de governar. Reeleito em 2012, ampliou o trabalho que colocou Botucatu nos trilhos do desenvolvimento e a transformou em uma das 30 melhores cidades do Brasil para se viver, segundo ranking da revista Exame.
Todo esse trabalho, no entanto, carecia de uma força maior, que pudesse representar a cidade e a região junto ao Governo do Estado. Um desejo que tínhamos incubado por 20 anos sem eleger um deputado. Diante desse cenário, chegamos a 2013 com a certeza de que poderíamos unir forças para voltarmos a ter representatividade. Foi aí que iniciei a minha caminhada pelo Estado de São Paulo, com a Caravana do Conhecimento, disposto a identificar as demandas e os desejos do povo paulista.

Queria trabalhar por todos e, principalmente, para a minha região. Nosso grupo lançou a minha candidatura pelo PPS, partido que ajudei a fundar e a fortalecer no interior de São Paulo. Partido que nos deu a mão em 2008, que nos deu seu voto de confiança quando iniciamos a nossa trajetória e muitos diziam que não tínhamos chance alguma. Partido que caminha conosco por todos esses anos.

Estive em todas as regiões do nosso Estado e pude mostrar às pessoas que dava pra fazer diferente, que dava pra fazer melhor do que estávamos acostumados a ver: novas ideias a quem não queria mais do mesmo.

Fui votado em mais de 400 cidades e cheguei a uma das 94 cadeiras da Assembleia Legislativa com 85.925 votos. A partir de então, tenho me dedicado a trabalhar por todos os paulistas, principalmente nas áreas da Saúde, Agropecuária e Desenvolvimento Social.

Sou casado com a Renata, pai do Fernandinho e do Frederico. Por conta do meu trabalho como deputado estadual, estou quase sempre ausente em quantidade, mas muito presente em qualidade. Sei que, assim como eu entendi a importância do trabalho do meu pai por uma sociedade mais justa, eles também vão entender e se orgulhar dessa minha luta, de tudo que tenho feito para que muitas famílias e crianças possam ter melhores condições de vida.

Saúde • Agricultura • Desenvolvimento Social

A política tem que servir para melhorar a vida das pessoas.